topbella

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Les temps

Ninguém liga quando você tá triste. Ninguém liga quando você chora. O mundo é corrido demais pra se reparar em uma pessoa. Ninguém liga quando seu coração aperta que te sufoca e tudo o que você pensa é se libertar da dor que é viver, que é se preocupar com as pessoas, que é cuidar, que é pensar no futuro. Ninguém liga se você tá machucado, se você tá magoado. E se você tá feliz demais, ninguém liga também. Se sentir sozinho deveria ser normal atualmente. Me sinto aos pedaços. Não tenho força e nem vontade de continuar. Todos os dias ideias mirabolantes assombram meus pensamentos. Um jeito de se livrar da dor. Sumir, fugir, morrer. Chega um momento que essas ideias se tornam sedutoras quando a dor é grande demais. Minha dor é de feridas que não cicatrizaram, de pessoas que pisam em cima do que eu (acho) que tenho de melhor. Eu não quero ter talentos, não quero se melhor do que ninguém, não quero o melhor emprego do mundo. Eu só quero algo que não doa, que não me faça chorar e que não me deixe fraca para prosseguir. Acho que quero a solidão. Les temps sont durs pour les rêveurs...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

I got tired

Ter vida social forçada é uma merda. Todos os dias tenho que chegar no trabalho como se eu gostasse de trabalhar lá e fazer o que faço, sorrir pra pessoas que se eu pudesse eu esfregava a cara no asfalto e ainda por cima engolir um monte de babozeira que o povo fala. Sem falar no trabalho né, esse eu nem comento.
Acordo todo dia querendo passar mal pra poder vir embora pra minha casa. A única coisa boa que eu tiro dali é dinheiro, porque de resto...
Cansei de estudar também. Adoro meu curso de publicidade, mas chegar do trabalho cansada, querendo morrer de tanto dormir, ter que ir pra faculdade assistir aula e conviver de novo com algumas pessoas que puta que pariu, ninguém merece. Principalmente aquelas filhotas de papai que pensam que faculdade é uma eterna guerra de roupa, te olham com uma cara de quem viu uma ave morta e no máximo, comem ovo frito, arrotando caviar. ISSO é insuportável.
Eu tenho o grande defeito de ser muito educada e engolir muito sapo. Pra não ser mal educada, eu calo a boca e saio andando, engulo tudo. Isso é péssimo, depois eu fico falando 'Eu devia ter falado isso, aquilo e mimimi'. E me arrependo de ter ficado quieta. Sempre falo que vou mudar e nunca mudo.
Aliás, eu sempre falo que vou mudar em tudo e nunca mudo. Sempre sou boazinha demais com tudo, sempre entendo tudo, sempre faço a vontade dos outros, faço o mundo pelas pessoas e elas ainda me cobram mais, defendo as pessoas e nem recebo obrigado em troca. Pois é, pois é...

Foda-se.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

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domingo, 8 de agosto de 2010

Conversas

Me conte tudo o que sabe. Tudo o que viu, tudo o que conhece. Eu estou aqui sentada a te ouvir. Me conte dos seus amores para que eu os imagine. Me fale das suas danças. Oh, eu sei que você adora dançar! Vamos, não fique com vergonha. Faça-me sentir a sua vida como se fosse minha.
Leia um livro pra mim. Aquela antiga história que todos amam, aquela que é longa e tem um final feliz. Mas não me conte o final, por favor. Deixe-me gastar horas criando o meu próprio final pra ela. Dê-me essa útil ocupação que é pensar. Pensar, sem pesares.
Cante para mim. Cante uma música leve como o vento que está passando. O vento que toca o rosto dos bilhões que indivíduos nesse pequeno planeta que está acabando. O mesmo vento que tira as folhas daquela árvore no outono. Aquela, está vendo? Aquela que me viu dar os primeiros passos, aquela que me deu sua sombra para que eu possa escrever naquele caderno o que eu sentia. Ah! Me fale dos seus poemas! Gaste horas falando deles, eu sei que eles são bons. Bom, se não quiser me conte os seus pensamentos? O que está pensando agora? Não! Não deixe o vento levá-los! Deixe-os comigo! Eu prometo que os guardarei com carinho.
Me conte dos seus avós, dos seus pais, de você. Me fale do último livro que leu. Não deixe de me contar também das suas músicas preferidas. E as brincadeiras? Quais você gosta? Me conte! Não, não falemos de mim, eu não sou tão interessante quanto você. Ah, não tem por que. Eu sou apenas eu. Eu não tenho interesse pra mim. Mas você, ah você tem! Há tantas coisas a serem descobertas sobre você! Tantas perguntas, tantas incógnitas, tantas histórias, velhas e novas. Conte-me tudo através das horas. Ou finja que o tempo não existe. Ele é relativo enquanto estamos vivos! Eu e você sentados aqui não tem perigo. Temos anos para conversar.
Está com fome? Entre, aqui na varanda está ficando frio. Eu te faço um chá. Tem biscoitos também. Lá dentro nós podemos conversar melhor.



(Texto inspirado na música "Autumn Story" por by Firekites)
http://www.youtube.com/watch?v=6gvOVWKKxmo

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Um breve desabafo.

Sou lúcida e sei dos meus valores. Minhas ideias, minha inteligencia, meu humor. Tudo que faço não preciso forçar, minha lucidez apenas flui. Eu sei que isso incomoda muita gente. Pra eles, meu silêncio.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Nova


Cara, hoje caiu a ficha. Eu tenho quase 19 anos de idade e estou me dando mais valor. Não me perguntem o por quê disso estar acontecendo, mas descobri que tenho que me aceitar. Eu descobri meu corpo, cada ponto dele, sei que o quero mudar no mesmo, sei o que gosto nele. Descobri também a minha personalidade, o que eu gosto e deixo de gostar, o que eu aceito e as minhas vontades. Acho que me curei daquele mau estado de espírito que eu estava. Agora só tenho as inseguranças normais de qualquer menina, com relação aos homens, à vida profissional, com relação ao geral.
Me firmei e me centrei. Eu gosto de literatura, cinema e música. Sou eclética assumida, gosto desde as modinhas até aquelas coisas que ninguém nunca ouviu falar. Li "Crepúsculo" e "A Escola da Libertinagem". Vi "A Laranja Mecânica" e "Marley e Eu". Gasto dinheiro em pilhas de roupas de marca com um livro de Fernando Pessoa na mão (como a Lih fala). Eu sou inconstante e complexa, não sei quem sou eu e nem a minha missão aqui, mas não fico infeliz com isso. Tenho cicatrizes e angústias, más e boas lembranças. Discuto e brigo pelo que acho certo, mas assumo quando estou errada. Falo o que não gosto na cara dos outros e tenho pessoas que me odeiam. Mas eu amo as que me amam. Não quero ser famosa. Dinheiro? Resolveria todos os meus problemas e ele traz sim felicidade, por isso eu vou atrás do meu. Gosto de dançar de calcinha em cima da cama e rir até escorrerem lágrimas de coisas bobas. Jogo video-game e vejo MultiShow. Tomo desde café até coca-cola, não que mude muita coisa, os dois tem cafeína. Tenho exaqueca e cólica. Sangro uma vez por mês durante cinco dias e não morro, sou uma mulher. Tenho os melhores amigos do mundo e brinco de imitar as pessoas famosas com meu irmão de 29 anos. Tenho um sobrinho de 4 anos que é minha vida. Amo a minha mãe e levo ela pra sair comigo. Gosto de praia e estou começando uma coleção de óculos de sol. Prefiro o verão ao inverno, odeio frio. Acho o Richard Gere lindo e amo de paixão o Tim Burton. Queria ser a Paris Hilton. Sou de áries e com ascendente em Câncer. Publicidade é minha vida, mas trabalho com carros. Meu sonho é fazer uma tatuagem mas tenho nenhuma por enquanto. Acabei de ouvir Madonna e agora estou ouvindo Planta & Raiz.
Falo que sou um paradoxo, concordem ou não, eu me defino assim. É bom saber os gostos pessoais, é um passo a mais para alcançar a felicidade. Eu me sinto bem, eu posso afirmar.
Essa sou eu. O resto é você quem deve tirar as conclusões.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

I'm scared...

A vida me assusta. Ela sempre me assustou, eu acho. A gente não sabe o vai ser de nós amanhã, saímos na rua com medo do que possa acontecer. Dar um passo à frente pode não dar certo, e a dor da decepção é muito grande. Só não supera a dor da perda e nem a dor da saudade.
Chega uma hora na vida que tudo na frente da gente fica meio enevoado, difuso, confuso. A gente tenta clarear a mente, tentar ver mas não dá. Um buraco no meio do peito e um vazio, é o que faz companhia. Creio que essa não seja a dor de depressão, mas é a dor do medo. Eu não tenho depressão, eu sei ser capaz de ser feliz em alguns momentos. Na maioria deles, eu acho. Quando estou com pessoas que me fazem bem e me fazem rir. Mas ando sensível. Um toque e eu desabo, como uma escultura de areia, que quando a água chega, apesar de serena, acaba com tudo. Demora-se um tempo para construir tudo de novo, e quando termina vem a água e destrói de novo.
Eu gosto de comparar a vida com o mar. Ele é imenso, sereno, porém com momentos de fúria intensa. Esconde os maiores segredos que talvez nunca sejamos capazes de desvendar. O vento sopra, as ondas quebram e se desfazem em água de novo. Abrigo de lágrimas, confissões, alegrias. Observa tudo em sua plenitude. A diferença é que a vida acaba. Cedo demais, tarde demais, sempre acaba. Nós começamos pra um dia a gente terminar. É a lei que nos rege. Nascemos para morrer. Não temos certeza do que vem depois da morte. Cazuza diz que morrer não dói. Não deve doer pra quem se vai, é um descanso. Não sabem de nada que acontece por aqui, chegaram no ponto final carnal.
Talvez nosso final não seja tão trágico, acredito que Deus nos reserva algo muito melhor do que a vida que estamos levando, isso me dá um pouco de ânimo.
Mas o medo mora comigo. Simplesmente não consigo me jogar de cabeça na vida. Ela pode ser curta e pode ser uma só, mas eu gosto de dar um passo de cada vez, ter certeza. Porque se decepcionar dói bastante. Certeza nunca temos de nada, mas tentamos ver mais claramente as coisas... A vida é uma só, por isso cuide dela...

"O amor é o ridículo da vida
A gente encontra nele
Uma pureza que está sempre se pondo
Indo embora.
A vida veio e me levou com ela,
Sorte é se abandonar
E aceitar essa vaga ideia de paraíso que nos persegue
Bonita e breve.
Como borboletas que só vivem 24hrs
Morrer não dói"
Paulista do ABC, 22 anos. Mas queria mesmo morar em NY, no centro da moda e da elegância. Saltos altos, esmaltes, Audemars Piguet, Cartiers, Louboutins e Chanel. Aqui é somente High Level.

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